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Para você que está dando tudo errado. Tudo vai dar certo ... se você acreditar ! FORÇA.

domingo, 21 de novembro de 2010

Pais e Filhos no Mundo de Hoje



Nem individualmente, nem socialmente sabe-se o que fazer.
     Todos se sentem meio perdidos, meio desamparados. O elemento novo que penetrou na vida, no mundo, foi a LIBERDADE e em busca dela os homens se distanciam uns dos outros.
     O comportamento impaciente, agressivo e muitas vezes auto destrutivo,
alastra-se entre as pessoas, jovens ou adultos. Não depende da idade, da raça, da religião, do nível de educação ou do poder econômico.
     Os desajustes e a inadequação tornam-se uma realidade crescente em nossa sociedade.
      Os pais pensam que, criando bem seus filhos, amando-os e dando-lhes o melhor, tudo tem que dar certo. Pensam que apenas crianças abandonadas ou filhos negligenciados acabam com problemas. Infelizmente, não é assim:
     Os pais precisam estar preparados, bem-informados, atualizados em relação a tudo que acontece no mundo, com os jovens em geral com seus filhos em particular.
    Sabemos que os pais amam os filhos de verdade. Nem sempre, porém, esse amor é suficiente para dar-lhes alegria, pois a partir do momento em que crescem, os filhos começam a exigir mil coisas, rejeitando a presença, a orientação e até o amor dos pais. Reclamam Independência, mas não assumem responsabilidade. Assim, muitas vezes, os pais sentem-se frustrados, nada orgulhosos de sua condição.
    Não são problemas de uns, mas problemas das últimas décadas, no mundo todo.
    Manter um lar, nos dias atuais, se tornou uma maratona que obriga o casal, homem e mulher, a trabalharem muito para conseguir um ganho (tal) que possibilite fazer frente ás responsabilidades econômicas.
    Os pais de hoje, em geral e por força maior, são mais “provedores”, isto é, “ganhadores de dinheiro” do que educadores dos filhos.


 
Quando voltam para casa, depois de um dia atribulado de trabalho, o que fazem?

   Cansaço, tensão, problemas, preocupações, que provocam opressão, irritação, impaciência, que por sua vez despertam nos familiares medos, angústias, inseguranças.
   Diante deste quadro, o pai educador se justifica e cede lugar ao pai provedor, entretanto, essa justificativa não serve para as crianças e jovens, que sentirão o “vazio” da situação.
   Os filhos, diante da “falta de amor; sentem-se abandonados, e reagem de diferentes formas; fuga”..., fingem “nem ligar”, tornam-se agressivos, malcriados e muitos são os que procuram alívio nas drogas.
   Os pais, para escaparem de possível sentimento de culpa, inundam os filhos com brinquedos, jogos eletrônicos, roupas de moda, dinheiro, etc. Pensando com isso garantir o amor e o carinho dos entes queridos.
   Diferentes e variados, justificados ou não, são os motivos que levam os pais a deixar de se ocuparem com a educação dos filhos, dirigindo seu interesse maior sobre coisas externas, alheias á vida interior do ser humano: buscam dinheiro, prazer, prestigio e posição social, etc.
   Diante desta situação, os filhos reagem com atitudes negativas que deixam os pais impotentes, sem ação.
   As más relações familiares têm origem nos próprios pais, quer se relacionam mal. Cada um culpa o outro por sua própria infelicidade, se reprovam mutuamente, deixando nos filhos a impressão de que “o outro me deve algo mas eu não devo nada”.

O que é o mesmo que:
Tenho direito, porém não tenho deveres”.


O QUE ACONTECE ENTÃO?
  • Situações gerais como as acima descritas;
  • Dificuldades financeiras no lar;
  • Relações difíceis com os filhos;
  • Enfrentamentos diários com um mundo quase sempre hostil, negativo, exigente;
  • Dificuldades no trabalho cheio de imposições;

Tudo, ou parte disto leva um ser humano a fugir da situação através de escapar de si mesmo, de sua vida interior cheio de recriminação e sentimentos de culpa e principalmente de impotência frente a tantos problemas.
           Infelizmente, no mais das vezes, busca-se alívio no álcool (cerveja, caipirinha, uísque, etc) no sexo desenfreado e em tudo o mais que ajude escapar.


 
QUE FAZER?!

A coragem é a fonte de nossas melhores qualidades.
Quando falta, elas definham...
Sem coragem não podemos sequer
Ser suficientemente prudentes.
É claro que devemos ponderar...
Refletir... Calcular... Pensar os prós e os contras,
Mas em seguida é preciso tomar uma decisão e Agir,
Sem dar demasiada atenção
Á direção do vento ou
Ás nuvens passageiras (...).
                                                Franz Liszt
(compositor, poeta, pianista, regente, e muito mais).

Verdadeiramente para enfrentar tal situação é preciso, ter coragem, conhecimento de si mesmo, sentir-se querido, amado e querer bem seus familiares.
O mundo insiste em levar o ser humano para fora de si, com imagens fantasmagóricas, sons, oferta mil de bens de consumo maravilhosos, fazendo o esquecer-se de sua vida profunda de superação e um grande desejo de relacionar-se com algo superior – Deus –também chamado de outras maneiras.
Não encontrando este ”caminho” de busca espiritual, anseio de sua própria essência, o homem de outras e neles se perde.


E OS FILHOS?

    Neste mundo mesclado, agitado, absorvente, confuso, negativo entra a criança e, tal qual uma esponja, absorve tudo o que acontece á sua volta. Não tem alternativa, senão aquela que seus lhe oferecem.
   Então ela se sente só. A ausência dos pais no lar e a carência de valores espirituais levam a criança a um VAZIO, e a uma falta de sentimento e um “não respeito pelo mundo”.
   Vendo o relacionamento dos pais ela poderá acreditar ou não no Amor.
Se entre os pais não houver amor, respeito mútuo, compreensão, bom humor, a criança não conhecerá essas qualidades morais, não poderá senti-las, pois não as terá vivenciado, portanto, não será capaz de reproduzi-las um dia, em sua vida de adulto.
   Acrescentamos a isso a Educação escolar que, em geral, está quase que exclusivamente dirigida ao desenvolvimento da mente, do intelecto. Há uma exagerada admiração pelo saber intelectual, ás custas dos sentimentos e do corpo.

Disse certa vez, Simon Bolívar, herói sul-americano:
O talento sem integridade, bondade, honradez, é uma calamidade para o homem e para a sociedade”.

    Os pais parecem não saber que são eles mesmos que devem passar esses valores para os filhos, eles que têm que expressar sentimentos verdadeiros, para serem interiorizados e assimilados pelas crianças.
   Esses sentimentos de carinho, amor, compreensão, bondade, respeito, bom humor, formarão a base sobre a qual desenvolverá a auto-estima e a autoconfiança, sem as quais não existirá um ser equilibrado e senhor de si, livre.
   Dar-lhes “presentes”, satisfazer-lhes as vontades, não preencherá o “vazio” deixado pelas carências. Nestas circunstancias, crianças e jovens buscam refúgio na TV, videogames, amigos, drogas, (desde o cigarro, álcool, e remédios, até os mais perigosos), e também os objetos alvo de seus desejos, na permissividade, indolência, rebeldia e agressividade.
   Procuram fugir da dura realidade tratando de criar um mundo mais excitante, cheio de emoções. Encontram amigos com problemas semelhantes e juntos se sentem seguros, se apóiam.
   Esses jovens que ainda não estão formados e que não compreendem seu papel na vida, nem o que apresenta a própria vida, passam a imitar o que vêem ao redor, o que lhes mostra o cinema, o vídeo, novelas e revistas, o que nem sempre é o mais edificante nem recomendável.
   Copiam atitudes, criam maneira de ser negativa passiva e muita vez violenta.
   Assim surgem as “gangues” que rejeitam a sociedade e negam o mundo em que vivem incluindo tudo aquilo que representa autoridade, direção e disciplina, inclusive os pais.
   No fundo, o que há é uma GRANDE INSEGURANÇA.
   Assim o jovem vai construindo um modo de ser passivo, mesmo fisicamente, opondo-se a um modo no qual não crê, nem pode respeitar.
   A causa primeira, a primordial, é a “PROFUNDA NECESSIDADE DE AMOR”.



COMO APRENDER A DAR AMOR?

    É preciso aproximar-se fisicamente deles, acariciá-los, tocar seu sentimento. Fazê-lo sentir o amor, a afeição que se tem por eles. Só assim, um ser humano se tornará capaz de receber e dar amor. Ele precisa primeiro receber para depois dar.
   Nestas condições, a criança, o jovem, ou o adulto, se sentirá aceito respeitado e querido.
  Ao absorver tais sentimentos positivos e elevados, ele sentirá o mesmo por si próprio, saberá respeitar-se, aceitar-se, querer-se bem, sem vaidade, sem egocentrismo.
Desenvolverá segurança e confiança em si mesmo.

Cristo ensinou:
- “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
   Assim o Amor Próprio é Bom e Honesto. Ele é ponto de referência para o amor alheio, o amor ao próximo.
   Segurança e confiança em si, será o que este futuro homem projetará em suas relações com outras pessoas, dando inicio a uma cadeia de novas possibilidades entre os seres humanos. O negativo deixará de ser exercido e não haverá necessidade de adotar atitudes agressivas ou de oposição para consigo mesmo, nem para com os demais.

-“Sou apenas um homem”
Dizia Carlos Drummond de Andrade

A diferença é que ele sabia, mais do que todos nós,
Que a vida é tênue, tênue,
Que o mundo é grande e pequeno,
E que o homem só se pode salvar
Ao prêmio de uma canção”.

                                           Gilberto Mendonça Teles


O HOMEM PERDEU SEU PRÓPRIO ENDEREÇO...

Como ele poderá encontrar?
    Se o homem não tem uma direção certa, se nada sabe da sua verdadeira natureza, do seu destino humano, da finalidade de sua existência, então não adianta correr muito, voar com velocidade supersônica.

    Será que todo esse processo cientifico e tecnológico, toda essa parafernália de bens de consumo, de armas e munições sofisticadas, tem uma razão de ser?
    A ciência, com suas descobertas, jamais poderão dar ao homem uma finalidade certa para sua existência terrestre.
   Esta é a razão da crise existencial que está levando a humanidade á agonia.
Profetas e clarividentes de todos os tempos prevêem uma catástrofe universal para o fim do segundo milênio.
   O começo dessa tragédia não é outro senão o que já estamos vendo: - o homem infeliz, sofrendo a frustração de sua existência, mesmo tendo conquistado sucesso social e material.

Não corras, vá devagar
Que onde tens que ir
É somente a ti mesmo.

Vá devagar, não corras
Que a criança do teu Eu,
Eterno recém-nascido,
Não pode te seguir”
                                   Juan R. Jimenez

O importante não é correr, mas saber se é certa a direção em que se vai.

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